miscelânea · pra pensar

Você precisa de Deus?

Antes de se indignar com a pergunta e afirmar categoricamente que “Todos precisamos de Deus!”, ou mesmo o contrário, vou tentar explicar meu ponto: Nem todo mundo acha que precisa de Deus.
Vou tentar fazer um texto e considerar duas possibilidades. Vai que… Mas que fique claro: Pensar sobre isso jamais vai mudar a minha convicção.

Sob o meu ponto de vista, por ser espírita e pelo que já vivi, acredito piamente que todos devemos nossas vidas a Deus e que Ele é a causa única e primária de todas as coisas. Perfeito, Eterno, Soberanamente Justo e Bom. E acho que Ele tá aí pra gente, mesmo que a gente ache que não depende d’Ele pra viver. Essa é a minha opinião.

E eu acho que sem esse conceito e tudo o que ele representa pra mim, minha vida não teria o menor sentido. MESMO. Mas isso é como eu escolhi lidar com a minha fraqueza ao encarar o mundo. Me sinto tão pequena quando olho em volta que preciso que haja um motivo maior, algo que justifique o tanto de acontecimentos que vemos e ficamos sabendo todos os dias, pra não enlouquecer. Fora isso, nada justificaria a minha vida ser privilegiada em relação a tantas outras, já que aparentemente eu não fiz nada pra merecer isso, nem eles. Nada justificaria viver num mundo sem propósito em que coisas aleatórias acontecem a qualquer pessoa, e sem motivo nenhum.

Para mim, Deus é um ponto de equilíbrio. A certeza de que “algo” está lá, olhando por nós, cuidando de nós, e que as coisas acontecem por um motivo maior. Que o sofrimento de uns, as alegrias de outros, não são aleatórios, porque se fossem, seria crueldade. E o pior, seria crueldade do acaso. Quando você crê em Deus, ou numa causa maior, num sentido pra vida, essa crença te dá forças pra continuar, mesmo se seu carro bater, seu(sua) namorado(a) te largar, sua casa ruir, ou aparecerem contas atrás de contas. Você crê que aquilo aconteceu por algum motivo, ainda que oculto, e que sua parte é demonstrar a sua tranquilidade e baixar a cabeça perante a vontade divina. Você encara a vida como uma missão, uma oportunidade de demonstrar sua fé e certeza no propósito maior, e não se desespera. Você respira fundo, faz sua oração ao Alto e sente no fundo do peito que há uma saída, que consegue sair de mais essa e que no fim dará tudo certo.

Novamente, como eu disse, esse é o meu ponto de vista. Conheço muita gente que se diz ateu e parece muito satisfeito com a vida. Talvez por nunca ter precisado de uma confirmação ou por não ter (ou não perceber) um vazio que nada consegue preencher. Talvez por serem mais fortes que eu, e não precisarem de um sentido pra vida. Pode ser que eles apenas vivam e o futuro, a vida após a vida não faça diferença na cabeça deles.

O importante não é estar certo ou errado. Não é sobre isso que eu venho falar. No fundo, não importa se Deus existe, nem mesmo se você acredita n’Ele. Se Ele existir, vai te amar independente da sua opinião a respeito d’Ele. Sendo Amor e justiça, Ele não te puniria, porque te criou e conhece cada pedacinho seu, cada pensamento e o motivo de cada ação sua. Sendo assim, como um pai não castiga eternamente um filho que quebra uma vidraça por descuido, Deus sempre dá uma nova chance a Seus filhos. E se Ele não existir? Bem, a diferença está na vida que você leva: Se não acreditar não te faz uma pessoa pior, tudo bem. Mas, se a crença no Pai criador te fizer sentir melhor consigo e com o mundo, se você for uma pessoa mais completa, mais tranquila e mais realizada, vá em frente. O simples fato de acreditar que existe uma solução já deixa sua mente aberta a novas ideias. Ser pessimista não é e nunca foi considerado um bom modo de solucionar problemas.

Além de todas as definições que já vi até hoje para Deus e para as religiões, em minha humilde reflexão, eu dou mais uma: Uma motivação, um passo em direção ao auto-conhecimento. Na Bíblia, nos evangelhos, nos livros de estudo, você sempre encontra questões de ética e moral. Além de todo e qualquer testemunho religioso, há muito sobre conduta, amar e perdoar. E as parábolas? Ah, essas são de valor inestimável.

Para falar simplesmente, vamos comparar: Já há muito tempo, os adultos não sabiam como passar as ideias e conceitos do mundo para as crianças. Por que não falar com estranhos? Por que não sair sozinho pelas ruas? Por que não desobedecer? Como fazê-los entender? Voilà: Com histórias. Assim foram surgindo contos de fadas. Se você pensar, é isso: Uma história que tem um fundo moral que você não conseguiria contar de outra forma, para que criaturinhas simples como as crianças pudessem entender.
Podemos ver as parábolas dessa forma, despindo qualquer preconceito ou defesa: Histórias mais ou menos claras, com sentidos ocultos e ensinamentos morais mais profundos do que seriam se passados “de bandeja”. O mérito está em interpretar o que é contado e encontrar o significado pra você.

Acho e sempre achei religião importante. Há alguns anos, eu não sabia por quê. Simplesmente achava importante, mas nunca havia parado pra pensar a fundo sobre isso. E acho que nesse texto consegui reunir alguns pensamentos, mais ou menos soltos, do por que é importante, ao menos para mim. Ter um motivo pra viver, pra ser uma pessoa melhor; Ter um respaldo e a certeza de que não se está só. Se você me disser que Deus não existe, eu digo que pelo menos há um propósito que leva milhões de pessoas a tentarem ser melhores, e a se sentirem mais protegidas e seguras. Se você me disser que a igreja manipula milhares de mentes, que dizer de emissoras de TV e jornais tendenciosos, que dizer do resto do mundo? Existem manipuladores por todos os lados, e te puxando para as mais diversas direções. Mas isso definitivamente não tira o mérito nem o ânimo dos que tentam se encontrar e se livrar dos males do mundo. Então, me diga: Que mal há nisso?

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