cotidiano · Luta · pra pensar

Temos todo o tempo do mundo.

Depois desse tempo todo sem postar, e ainda sem novidades sobre o cosplay de Sailor Júpiter, volto aqui pra retratar a atual situação da minha vida. Ainda por cima copiando a ideia do amigo Vanguedes de entitular os textos com base em músicas.

Já disse aqui há algum tempo que tenho tendência a abraçar problemas alheios. E felicidades, também. Atualmente, um grande amigo tem passado por alguns problemas e eu não sei exatamente como lidar com isso. Sabe aquela pessoa animada, que sempre tá de bem com a vida, nunca reclama de nada? É ele. Também tenho uma grande amiga (Coisa <3) que está passando por uma situação parecida, então o texto vai acabar servindo pros dois.

Eu tenho um jeito meio bruto de falar as coisas. Queria sacudi-lo pelos ombros e dizer pra ele parar tudo e lembrar de quem ele sempre foi, de quem ele é e seguir em frente, que ele tá cercado de amigos. Dias ruins sempre vêm e todo mundo sabe disso. Todo mundo também sabe que um dia esses dias ruins passam, e a gente volta à vida normal de novo. Não vou nem dizer que “depois da tempestade sempre vem a bonança”, mas isso resume exatamente o que eu quero dizer. Mas não posso. Eu sei o quanto dói quando algo não sai como o esperado, principalmente quando você dedicou os últimos meses/anos da sua vida àquele projeto. Posso não saber exatamente como dói nele, mas sei quanto já doeu pra mim, e não foi fácil.

E é exatamente por isso que eu não posso exigir que ele saia dessa, tipo, AGORA. Ninguém pode. Então se você está depressivo triste por algum motivo, seja ele qual for, lembre-se que você provavelmente já passou por isso antes. Você pode não se lembrar, mas provavelmente já aconteceu algo parecido com você. E se fosse tão devastador quanto parecia na época (e parece agora), você não teria levantado e seguido sua vida. E é isso que vai acontecer daqui a um tempo, mesmo que pareça impossível.

A vida é uma sequência de dias, semanas, meses. São ciclos que terminam e recomeçam infinitamente sem que possamos fazer nada pra impedir que isso aconteça. Temos necessidades fisiológicas, biológicas e psicológicas, e nós temos que supri-las no decorrer do dia. O tempo não espera que você termine de sofrer e resolva viver novamente, ele apenas segue. E isso toma a sua atenção e te dá algo novo com o que se preocupar a todo momento. Você come, dorme, ouve músicas, se distrai, estuda, conversa, ri e até mesmo chora, pesquisa sobre novos projetos e quando percebe, já não passa tanto tempo pensando naquele problema que parecia imenso.

É por isso que o tempo cura. Ele faz você seguir em frente, mesmo que você só queira parar e chorar. Ele é o melhor amigo que se pode ter, porque ele não reclama quando você quer um tempo só pra você. Você pode pegar o tempo que quiser, curtir sua dor, e quando quiser é só voltar a seguir o tempo, que ele continuará seguindo ao seu lado, quieto, como se nada tivesse acontecido.

Você pode deitar na cama e chorar, pode achar que não tenha feito tudo pra evitar que isso acontecesse, que talvez pudesse evitar ou mudar isso de alguma forma, mas o melhor que você pode fazer é aceitar. Aceitar e mudar os planos, começar novos ciclos e não pensar no que pode dar certo ou errado, apenas escolher um caminho novo e seguir, como fazemos todos os dias.

Temos todo o tempo do mundo, mesmo que o mundo não pare pra nos esperar. Você só tem que relaxar, olhar em volta e tomar coragem pra levantar. De qualquer forma, lembre-se sempre:

Gangnam Style!
Pra fechar com estilo.
Anúncios

4 comentários em “Temos todo o tempo do mundo.

  1. Então, Mari. Vou levantar a mão aqui porque ai quem quiser já sabe a quem julgar.

    Minha mãe tinha um ensinamento interessante quando eu tinha dentista marcado. Já até comentei sobre, em alguns textos.

    Ela costumava dizer \”amanhã, nesse mesmo horário você já vai ter passado pelo dentista\”.

    Pode parecer simples, mas era o jeito dela de dizer \”Dói muito, mas não mata\”.

    Embora concorde, devo dizer que nem sempre a dor é fácil de agüentar. Voce vem acompanhando parte disso e ta vendo como está sendo difícil. Eu ainda estou te poupando de boa parte, porque estou muito mais chato e chorão do que estou deixando transparecer na internet.

    Eu tento ver onde errei. O que errei e o que podia fazer para ter sido diferente. Não chego a nenhuma conclusão. Posso não ter errado? Sim, posso, mas é mais fácil nos culpar do que culpar o próximo. Principalmente quando este \”próximo\” é alguém de quem voce gosta bastante.

    Pior é que estou vendo tudo que já vi acontecer com amigos. Nem estou me respeitando, sabe? Estou parecendo uma garota de 12 anos que tomou um fora do namoradinho.

    Eu sei que vai passar, mas quanta dor uma família sente antes que consiga arranjar outra forma de sustento?

    No fim das contas, a culpa é do monge.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s