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Viva a Amizade! E viva a inocência.

O post de hoje seria sobre professores medíocres dando aulas medíocres e exigindo mediocridade dos alunos, mas isso fica para quando eu conseguir falar sobre isso sem citar nomes.

Nas últimas semanas, cheguei à conclusão de que crescer é uma merda. Essa ideia veio mais forte à minha cabeça relendo esse post aqui, do Van Guedes.

Quem aí já conheceu alguém com quem, digamos, “o santo não bateu” ? Assim, logo de cara. Aquela pessoa que você olha e sente uma antipatia gratuita, por qualquer motivo. É uma droga, não é?

Mas quem aí já conheceu uma pessoa com quem “o santo bateu” direitinho? Pode ser do sexo oposto, do mesmo sexo, não importa. A conversa é tão agradável que você mal vê o tempo passar. Viram amigos, amigas, “amigos”, não importam os rótulos. Vocês conversam porque gostam. Passam um tempo juntos porque gostam. É divertido, não?

É aí que a parte ruim entra: Crescer.

Quando são dois homens que viram amigos, tudo bem. Duas mulheres, também, tudo ótimo. E quando os dois são do sexo oposto?
Rola sempre aquele tabu de que não existe amizade entre sexos opostos sem uma segunda intenção, e isso acaba com a tranquilidade de qualquer um. Qualquer um.

Durante toda a minha infância e adolescência eu tive amigos(OS, meninos mesmo, em sua maioria). Homens são mais fáceis de lidar. Bem mais. Eles não ficam com raivinha porque você vestiu a mesma roupa que eles (não que isso seja muito possível ). Nunca tive problemas com eles. Ok, talvez uma ou duas vezes, mas isso não importa. Éramos crianças, sabe? Queríamos alguém da nossa idade pra conversar, ler um livro de RPG no colégio durante a aula e nos sentirmos “os meliantes”. Ou passar a tarde no ICQ MSN e ficar pedindo “Comenta no meu blog/flog?”.

É claro que isso era no meu tempo – me sinto velha escrevendo assim. Hoje em dia as coisas mudaram. Meninas hoje ficam grávidas com a idade que eu tinha ao dar meu primeiro beijo, ou antes. Não que isso seja ruim ou bom, vamos dizer que é precoce.

O fato é que um pouco depois da idade dos amigos e das saídas aos shoppings, ou durante, ou ainda antes dessa fase, surgem os namorados. Ficantes, Peguetes, Quebretes, seja lá o nome que tem essas coisas. O menininho que levava os livros de RPG pro colégio de repente parece mais interessante que o normal. Aquela menina da outra sala, uns 4 anos mais velha, de repente é a mulher da sua vida. As crianças se descobrem sexualmente, é o ciclo normal das coisas. Nada mais natural.

Mas, se é o ciclo normal das coisas, onde está o problema?
– O problema é que se torna um padrão social que a interação homem-mulher só tem um fim: Procriação.

É engraçado – e inconveniente – como facilmente se rotula um rapaz/homem acompanhando uma moça/mulher como um casal romântico. É muito mais comum pensarmos que são namorados do que pensar que são amigos.

É essa a merda de crescer. Ainda não entendeu? Lembra da comunidade do Orkut – “Sou legal, não to te dando mole!”  ?

Não importa se você está solteiro, namorando, casado. Acho que todo mundo já passou por uma situação do tipo “Gosto tanto de fulano(a). Mas será que ele(a) tá confundindo as coisas?”, pelo menos uma vez na vida.

E o dilema começa quando você não sabe se deve conversar com a pessoa, se vai parecer idiota, se a ideia é ridícula demais, se vai parecer que é você quem tá misturando tudo. Será melhor deixar pra lá? Deixar as coisas como estão e ver no que dá? To imaginando coisas? Será que estamos conversando mais do que devíamos? Passamos tempo demais juntos? Se eu chamá-lo(a) pra sair, o que vai parecer?

Minha intenção não é dar as respostas pra essas perguntas. Isso é de caso pra caso e vai da cabeça de cada um. Se achar que realmente está acontecendo algo fora do que deveria, dê um basta, ou tome a atitude que lhe parecer melhor. Mas é legal deixar claro que esse tipo de envolvimento não é obrigatório. Dá pra existir, sim, amizade entre um homem e uma mulher sem rolar nenhuma segunda intenção ali.
No final das contas, pode ser mais difícil manter um amigo do sexo oposto do que manter namorado ou namorada. Mas como acabei de dizer, é de caso pra caso. E eu pretendo manter os dois. Amigos e namorado.

Adoro meus amigos ( e amigas! ), e não me importo se outras pessoas acharem que dou confiança demais, se sou simpática demais. Abraço, beijo, brinco, faço cafuné, implico, irrito, até mesmo bato, mas é tudo com muito carinho. Tento manter meus limites bem claros, e fazendo isso, até hoje não tive grandes problemas.
Não vou dizer que não me importo se rolar uma confusãozinha, mas dá pra lidar com esse tipo de coisa, não é nenhum bicho de sete cabeças. Conversando, tudo se esclarece. Ou então, outra solução simples: Fale mais do namorado(a). Mas fale bem. 😉

Abaixo uma foto com um grande amigo, Danilo(blog dele aqui).
Não vou puxar saco, mas esse cara já me deu tanto apoio, já me fez rir tanto que não tenho como deixar de falar dele. Gosto muito desse menino, de verdade. Viva a amizade!

Danilo e eu.

E viva a inocência!

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