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ROCV – Rastreamento Obsessivo Compulsivo Virtual

Esse texto não veio de uma epifania. Não veio de semanas de reflexão, nem sequer de uma ideia brilhante. Na verdade, é apenas mais uma tentativa de procrastinação. E é claro quer será bem sucedida.

Conversando com um amigo, falávamos sobre ex-namoradas que fuçam os lugares onde os ex-namorados estão, ou os que eles frequentam. E o pior de tudo: Elas ainda jogam na cara deles que sabem que eles estão indo pra tal ou tal lugar! Ora, minha filha, é claro que sabe. O Facebook inteiro sabe, você não é muito especial por ter essa informação.

Essa situação me deixa frente a frente com dois lados:

O lado do cara que está sendo “rastreado” e o lado da menina que não larga dele.

O cara, numa situação dessas, não pode exatamente reclamar de estar sendo vigiado. Se você disponibiliza os dados lá, é quase impossível que realmente acredite que ninguém vai encontrá-los e fazer uso deles pro que bem entender. Ainda mais se você faz questão de usar o bendito do FourSquare em cada lugar que põe os pés. Quer dizer, você insiste em dizer que está em tal, tal, tal e tal lugar, mas não quer que ninguém comente? Ora, então não diga. Simples assim.

Exibir ou disponibilizar qualquer informação na internet é, praticamente, torná-la de domínio público. Qualquer um pode opinar, comentar ou rejeitar, e você realmente não pode reclamar. Se quer mais privacidade, uma solução é parar de usar o tal aplicativo. Outra é falar pra essa ex arrumar um namorado pra vigiar, ou mais de um, caso um só não dê material suficiente para ela perder o dia inteiro fuxicando. Outra, ainda, é simplesmente colocar ela na lista dos que não podem ver suas localizações. O que os olhos não vêem, o coração não sente. Quem sabe assim ela não larga um pouco do seu pé, e aproveita o tempo livre para ir ela mesma comprar presentes para a sobrinha/afilhada/enteada/?

A menina, bem, ela precisa de terapia. Ou pelo menos precisa se controlar e entender que o tempo passa, o tempo voa, e se até a poupança Bamerindus já faliu, por que ela deveria continuar estagnada no mesmo ponto no passado?
Já passei por uma situação semelhante, não vou negar. Acho que toda mulher passa por isso. Ainda mais com a facilidade atual das redes sociais e aplicativos. Twitter, Facebook, o bendito FourSquare, o MSN que ele deixou ligado mas está ausente, o celular que ele insiste em deixar desligado, não importa quantas vezes você ligue ou mande mensagem. Mas, acredite, até essa obsessão passa. É só arrumar coisas mais importantes pra fazer. Tipo, cuidar da sua própria vida.

É óbvio que isso serve para o caso contrário, também. De um cara vigiando uma garota. De um cara vigiando outro cara, enfim… E é óbvio que algumas carapuças podem servir, mas eu não ligo. De verdade. A vida está aí para ser comentada, discutida, averiguada e até mesmo julgada. Mas não, ela não está aí para que você a viva por outras pessoas. Viva e deixe viver.

Agora vou eu cuidar da minha vida, e das minhas provas. A vida segue e, se eu não correr, quase não alcanço o rumo da minha!

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