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Olá.

Este post não terá um nome especial, pois, até agora, não tinha sequer um tópico definido. A ideia do nome pro Blog foi de um amigo, Danilo(Blogs dele aqui e aqui) e eu acabei gostando bastante da ideia. Seja bem vindo e espero que a conclusão geral seja de que não sou tão Má assim.

Meu nome é Marianna(sim, com dois N’s) e eu tenho um cachorro. Ele tem epilepsia(O que é? Clique aqui) e eu não, embora ultimamente eu tenha percebido que tenho mais ações inusitadas do que ele, considerando-se quem é que toma remédios controlados.

Quem tem cachorro desde filhote (o cachorro, não você), já deve ter passado pela experiência de ter que abrigar o cãozinho em uma caixa de papelão. Afinal, ele é tão pequenino que não há ainda uma coleira suficientemente pequena pra caber nele, e você precisa mantê-lo a salvo das coisas perigosíssimas que há pela sua casa:
Vasos de plantas da sua mãe, a coleção de canecas da sua irmã, o jogo de louças de sua avó, sem falar nos brilhantes enfeites de natal que com certeza chamarão a atenção de nosso amiguinho tão especial.

Daí você procura um pouco, e encontra a caixa perfeita. Ou então vai à mercearia mais próxima e dá um papo no gerente, e ele te cede uma. É aí que começa a aventura.
Aquela coisinha miúda passa muito bem o dia na caixa, com aqueles paninhos que você colocou lá dentro. Até que chega a noite e ele começa a sentir falta de alguém pra dormir com ele. Ele choraminga, resmunga, grita, guincha, e depois de uns 40 minutos acariciando-o, você finalmente consegue fazê-lo dormir. No dia seguinte é uma alegria: Pedaços de papelão, xixi e outros detritos, tudo espalhado com os panos na caixa, já que ele acordou mais cedo que você, não quis atrapalhar seu sono e se resolveu por ali mesmo.

Bem… Comigo não foi diferente e logo no primeiro mês do Pepe(Pepe, já tirei a vela!) lá em casa, em um belo dia de Dezembro eu parei para observá-lo na caixa. Era uma caixa relativamente grande pra ele, o pobrezinho mal alcançava as bordas e ficava se matando pra tentar sair de lá, choramingando pra brincar comigo. Então tive a brilhante ideia: Resolvi ajudá-lo a sair de lá!
A caixa era mais ou menos assim:

Representação da caixa de papelão

Tiramos as “abas”, pra facilitar a visão do Pepe, mas a caixa tinha essas aberturinhas onde a gente enfia as mãos pra levantar, sabe. E foi exatamente nessa abertura que eu ensinei que ele tinha que colocar a patinha pra se empurrar pra fora da caixa. E ele o fez, brilhantemente!

Pepe lindo! Pepe inteligente da mamãe!

Acontece que o Pepe sempre teve uma aptidão incrível a aprender coisas novas… E é claro que ele não esqueceu esse macete pra sair da caixa. Assim como não esqueceu, anos mais tarde, como fazia pra ir pra casa da vizinha por baixo do muro, mas isso é história pra um próximo post.

E esse foi só o começo das nossas estripulias. A partir daí, não tivemos mais sossego. Quando a gente menos imaginava, aparecia o Pepe atrás da gente, aquela bolinha de pelos feroz e indomável. Meses depois, ele se mostrou muito agitado, agitado mesmo, e nos proporcionou arranhões e gritarias incontáveis, porque cada vez que brigávamos com ele, ele queria discutir seus direitos de acordo com a Constituição.
Ou pelo menos era isso que parecia, a julgar pela forma como ele latia e rosnava, abanando o rabo e mostrando os dentes.

Ele vivia correndo pelo quintal, literalmente por todo o quintal, especialmente quando tentávamos fazer ele trazer de volta o que quer que fosse que jogássemos pra ele buscar. Ele buscava, mas não entregava pra gente de jeito nenhum. Se tentasse tirar o objeto da boca dele, ele corria desvairado pelo quintal, se enfiava entre as plantas, folhas e onde mais ele pudesse se esconder e te dar um “olé”. Era divertido, ele ficava todo animado nos fazendo de bobos.
Às vezes ele também corria sem motivo, só pra gastar energia, mesmo. E foi num desses surtos que o Pepe me assustou. Depois de dar várias voltas no quintal como de costume, ele veio na minha direção, mas meio na diagonal, como se estivesse desorientado. Eu chamei ele pelo nome, mas ele parecia não ouvir, e continuou andando “torto” até dar com a testa no muro da varanda.
É claro que eu ri: Eu era criança; Mas estava assustada com aquilo tudo. Fiquei mais assustada ainda quando ele caiu sentado no chão, depois de bater a cabeça. Chamei minha mãe, e ficamos as duas observando ele sentadinho, quieto, até que voltou a agir normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Depois descobrimos que parte dessa agitação podia ter a ver com a epilepsia, que ele apresentou com menos de 2 anos de idade… Hoje, depois de 8 anos tomando 250mg de Gardenal todos os dias, ele está longe de ser quem ele era, “na infância”. Mas ainda é o melhor cachorro que alguém pode ter.

Tentarei escrever as estripulias dele, entre outras situações da minha vida, neste blog.
E, se eu encontrar, alguns escritos antigos perdidos por aí.

 

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